Desde muito pequenas as crianças já começam a aprender. Até mesmo na barriga da mãe, por exemplo, os estímulos recebidos pelo bebê são capazes de influenciar em sua alimentação. E, por isso, é importante valorizar, literalmente, cada pequeno primeiro passo do ser humano.

Para James Heckman, prêmio Nobel de Economia, o preço da negligência é altíssimo. “Como economista, faço contas o tempo inteiro. Uma delas é especialmente impressionante: cada dólar gasto com uma criança pequena trará um retorno anual de mais 14 centavos, ou seja 14% durante toda a sua vida. É um dos melhores investimentos que se podem fazer — melhor, mais eficiente e seguro do que apostar no mercado de ações americano”.

Artigo publicado na Revista VEJA de 27 de setembro de 2017, edição nº 2549 – Saiba mais em: https://heckmanequation.org/
Taxa de retorno do investimento em capital humano

É possível ver no gráfico acima a importância de investir em desenvolvimento na primeira infância por retornos maiores no futuro.

O trabalho inovador do professor Heckman com um grupo de economistas, psicólogos do desenvolvimento, sociólogos, estatísticos e neurocientistas tem mostrado que a qualidade do desenvolvimento na primeira infância influencia fortemente os resultados econômicos, sociais e na saúde para os indivíduos e para a sociedade como um todo. A chamada primeira infância, os anos iniciais de vida da criança, é fundamental para o seu aprendizado e desenvolvimento futuro. É nesta etapa da vida em que o cérebro é capaz de se desenvolver rapidamente e quanto maior o número de estímulos, maior o de respostas também. Na primeira infância ocorre de forma significativa a chamada “poda neural”, quando o cérebro deixa de “armazenar” os neurônios que não foram estimulados. A primeira poda neural, ocorre por volta dos 3 anos e depois, geralmente, aos 5 e 7 anos. Por isso, o maior número de estímulos aos neurônios é muito importante, pois eles servem como uma ponte para o aprendizado futuro.

Porque a família precisa participar?

São muitos os desafios das famílias, no entanto, ajudar com as tarefas do estudante de forma mecânica é diferente de estar presente e dar atenção verdadeiramente, por isso a participação das famílias é fundamental. São elas que acompanharão todo o processo de crescimento e desenvolvimento da criança, notando as evoluções e dificuldades encontradas pelo caminho.

Vale lembrar que aprender não deve ser uma atividade solitária para os estudantes, a família pode colaborar para o desenvolvimento das habilidades cognitivas, que devem ser ainda mais estimuladas na primeira infância, como a atenção, a motivação, o autocontrole, a sociabilidade e outras diversas habilidades e competências.

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